Qualidade do ar em Salvador preocupa
po
Thiago Pereira REPÓRTER
Publicada em 26/04/2012 23:15:55
Respirar fundo está a caminho de não ser mais uma prática saudável em Salvador. De acordo com especialistas, a capital baiana corre sério risco de, em um futuro não tão distante, ter altos índices de poluição no ar.
O elevado crescimento da frota de veículos, o transporte de massa ineficiente, a grande concentração popular e a diminuição cada vez maior das áreas verdes são apontadas como principais responsáveis pelo trágico destino da cidade, que já possui concentrações de chumbo acima do normal em áreas como a Pituba e de cáminho nas regiões de Stella Maris e Barra.
O elevado crescimento da frota de veículos, o transporte de massa ineficiente, a grande concentração popular e a diminuição cada vez maior das áreas verdes são apontadas como principais responsáveis pelo trágico destino da cidade, que já possui concentrações de chumbo acima do normal em áreas como a Pituba e de cáminho nas regiões de Stella Maris e Barra.
Segundo o médico sanitarista e professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ademário Spínola, as autoridades públicas de Salvador precisam se preocupar com a qualidade do ar da cidade.
As metas contra a poluição estabelecidas pela FIFA para a realização da Copa do Mundo de 2014 representam, conforme o docente, uma grande oportunidade de melhoria para a capital baiana, que será sede de jogos do mundial. “Já temos medidores em Salvador que analisam a qualidade do ar.
Por enquanto, o resultado é positivo, com baixos índices de poluição. No entanto, isso pode mudar. O número de carros que circulam pelas ruas é maior a cada dia. As áreas verdes diminuem constantemente. O Parque da Cidade está ilhado, com inúmeros prédios ao redor. Estamos seguindo um caminho muito perigoso”, alertou Spínola.
De acordo com o professor, a verticalização da orla é outro problema que influi diretamente nos níveis de poluição de Salvador. “Vivemos em uma cidade privilegiada, localizada a beira mar. Um dos grandes contribuintes para melhorar a qualidade do ar são as brisas. Os ventos têm a capacidade de dispersar os metais pesados.
No entanto, estão construindo prédios cada vez maiores na orla. Isso pode acabar com a ventilação da cidade. É uma interferência em um mecanismo fundamental para a qualidade de vida dos soteropolitanos. E fatalmente pagaremos o preço por isso”.
No entanto, estão construindo prédios cada vez maiores na orla. Isso pode acabar com a ventilação da cidade. É uma interferência em um mecanismo fundamental para a qualidade de vida dos soteropolitanos. E fatalmente pagaremos o preço por isso”.
Além de prejudicar a qualidade de vida, a poluição pode provocar sérias doenças, é o que diz Paulo Saldiva, professor e coordenador do Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo.
Na semana passada, o educador esteve em Salvador para um seminário e afirmou que aproximadamente 6% das mortes consideradas de causa natural estão ligadas à má qualidade do ar, número maior que o de pessoas vitimadas por doenças como Aids e Tuberculose.
Entre as doenças provocadas pela poluição estão o infarto, a pneumonia, o câncer de pulmão, complicações renais, anemia crônica e danos nas células ósseas e na próstata.
Na semana passada, o educador esteve em Salvador para um seminário e afirmou que aproximadamente 6% das mortes consideradas de causa natural estão ligadas à má qualidade do ar, número maior que o de pessoas vitimadas por doenças como Aids e Tuberculose.
Entre as doenças provocadas pela poluição estão o infarto, a pneumonia, o câncer de pulmão, complicações renais, anemia crônica e danos nas células ósseas e na próstata.
Somente em São Paulo, cidade mais populosa do país, quatro mil pessoas morrem anualmente em consequência de problemas causados pela poluição, conforme estudos desenvolvidos por Saldiva. O custo da baixa qualidade do ar para a saúde na capital paulista, somando-se internações, mortalidade e redução da expectativa de vida, chega a incrível marca de um 2,5 bilhões por ano.
Área crítica – Uma pesquisa coordenada pela farmacêutica Nelzair Vianna, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apontou o bairro do Comércio como o local com maior índice de poluição de Salvador.
O estudo, feito em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), utilizou a bromélia conhecida como “barba de velho”, para verificar a concentração de metais pesados como chumbo, cromo, cádmio, cobre e zinco no ar de sete pontos da capital baiana.
Desde 2006, as plantas ficam expostas 90 dias por ano para absorver os componentes que poderiam ser inalados pela população. “A intenção é fornecer dados para políticas públicas que suavizem de alguma forma esse impacto”, destacou Vianna.
No Comércio, foram encontrados diversos elementos tóxicos para a saúde humana. De A pesquisa apontou o intenso tráfego de veículos, o porto de Salvador e a topografia de paredões como elementos que mais contribuem para a maior concentração de substâncias danosas à saúde humana no bairro.
O estudo, feito em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), utilizou a bromélia conhecida como “barba de velho”, para verificar a concentração de metais pesados como chumbo, cromo, cádmio, cobre e zinco no ar de sete pontos da capital baiana.
Desde 2006, as plantas ficam expostas 90 dias por ano para absorver os componentes que poderiam ser inalados pela população. “A intenção é fornecer dados para políticas públicas que suavizem de alguma forma esse impacto”, destacou Vianna.
No Comércio, foram encontrados diversos elementos tóxicos para a saúde humana. De A pesquisa apontou o intenso tráfego de veículos, o porto de Salvador e a topografia de paredões como elementos que mais contribuem para a maior concentração de substâncias danosas à saúde humana no bairro.
Para Nelzair Vianna, soluções simples podem ser adotadas tanto pelo poder público quando pela população. “O governo pode exigir a inspeção veicular e melhorar o sistema de transporte público, fazendo com que as pessoas deixem de andar de carro particular. Já o cidadão comum pode otimizar os percursos quando saem com um veículo próprio, promover caronas solidárias e plantar árvores, que servem de filtros para a poluição”.
Qualidade do ar em Salvador preocupa
.Disponível emacessado em ago/14.
Nenhum comentário:
Postar um comentário